Vale quando a empresa já vende, tem quem produza ou fornecedores contratados, mas falta direção: plano, prioridade, coordenação e número. O head terceirizado dirige o marketing com dedicação parcial, custa menos que um executivo sênior em tempo integral e traz método. Não resolve se falta oferta clara ou alguém que atenda o contato gerado.
O que é um head de marketing terceirizado
É um executivo de marketing externo, com dedicação parcial, que responde pela direção do marketing da empresa. Ele não é quem faz cada peça. É quem decide o que fazer, em que ordem, com qual verba, quem executa e como medir. Na prática, cuida de cinco coisas:
- Plano: objetivo, público, mensagem, canais e metas do trimestre.
- Prioridade: o que entra e o que fica de fora, por escrito.
- Coordenação: a equipe interna, se houver, e os fornecedores de design, vídeo, mídia paga e site.
- Ligação com vendas: o que o comercial precisa para vender, e o que ele ouve dos clientes.
- Número: o relatório que mostra o que rendeu e o que muda no mês seguinte.
Como se compara às outras opções
| Opção | O que entrega | Quem dirige | Custo relativo | Risco mais comum |
|---|---|---|---|---|
| Agência | Peças e campanhas sob pedido | A empresa, que muitas vezes não tem quem dirija | Médio | Produção sem plano, medida por entrega e não por resultado |
| Freelancer ou estagiário | Execução de tarefas | Ninguém, ou o dono quando sobra tempo | Baixo | Postar por postar, sem continuidade |
| Head de marketing contratado | Direção em tempo integral | Ele mesmo | Alto | Custo fixo alto e contratação difícil para empresa média |
| Head de marketing terceirizado | Direção com dedicação parcial, coordenando quem executa | Ele, com um responsável interno | Médio | Virar mais um fornecedor se não tiver acesso a vendas e ao dono |
A escolha não é entre uma e outra. O mais comum é o head terceirizado dirigir os fornecedores que a empresa já tem, e decidir se algum deles precisa mudar.
Os sinais de que vale a pena
- A empresa posta quando lembra, e o conteúdo não traz contato novo.
- Há agência ou fornecedor contratado, mas ninguém da empresa sabe dirigir o trabalho.
- Ninguém sabe dizer de onde veio o último cliente, nem quanto o marketing trouxe no mês.
- O dono ou o sócio decide o marketing sozinho, no tempo que sobra.
- A empresa cresceu e ainda não tem porte para um diretor de marketing em tempo integral.
O que muda no marketing de empresa B2B
Empresa que vende para outra empresa tem venda mais longa, mais de uma pessoa decidindo a compra e muita confiança envolvida. Por isso o marketing B2B que funciona é diferente do marketing de varejo:
- Serve ao comercial. Materiais de apresentação, casos e respostas às objeções que o time ouve.
- Ensina antes de vender. Conteúdo técnico que ajuda o comprador a entender o problema.
- Usa o sócio. Em muitos setores, quem conhece o negócio é o maior ativo de reputação da empresa.
- Trabalha a base. Clientes que compraram e pararam são, em geral, a venda mais barata.
- Mede oportunidade, não curtida. Contatos com origem registrada, oportunidades abertas, taxa de conversão e receita que passou pelo marketing.
Um plano possível para os primeiros 90 dias
Modelo de referência, que muda com o porte e com o que a empresa já tem.
| Período | Foco | O que fica pronto |
|---|---|---|
| Mês 1 | Diagnóstico | Canais, funil, base de clientes, concorrentes e o que o comercial ouve. Plano do trimestre com metas |
| Mês 2 | Organização | Mensagem e ofertas por público, calendário de conteúdo, fornecedores alinhados e registro da origem de cada contato |
| Mês 3 | Rotina | Produção no ritmo aprovado, reunião mensal com o dono e o comercial, primeiro relatório de ciclo |
O que exigir antes de contratar
- Dedicação por escrito: quantas horas, quais reuniões fixas e quem é o contato.
- Entregas por escrito: plano trimestral, calendário, relatório mensal e o que mais estiver no escopo.
- Quem executa: se a produção é dele, da equipe interna ou de fornecedores que ele coordena.
- Acesso a vendas: sem os números do comercial, não há como medir o marketing.
- Metas e indicadores definidos no primeiro mês, e revisados a cada trimestre.
- Tudo em nome da empresa: contas de anúncio, perfis, domínio, site e arquivos ficam com a empresa, com acesso concedido ao head. Ninguém deve sair levando a conta.
- Prazo mínimo e saída: reputação se constrói em trimestres, mas a empresa precisa saber como encerrar se não funcionar.
Quando se aplica, e quando não
Vale a pena se a empresa:
- vende por relacionamento e reputação, com ciclo de venda que passa por confiança;
- já tem produção ou fornecedores, e falta quem dirija;
- tem alguém interno que acompanha o trabalho e abre o acesso aos números.
Não é o melhor caminho se:
- a empresa precisa só de peça avulsa, sem plano por trás;
- não há oferta clara nem ninguém para atender o contato que o marketing gerar;
- a expectativa é resultado de mídia paga em uma semana, sem base e sem conteúdo.
Onde entra a KLL
A frente de Marketing da KLL assume o marketing como um departamento: direção de marketing com plano trimestral, coordenação de fornecedores e relatório de uma folha, conteúdo com método, marca e posicionamento do sócio. Veja também o guia Como montar um calendário de conteúdo para empresa B2B sem equipe de marketing e os termos no glossário.
Este guia faz parte da frente Marketing. Os termos técnicos estão no glossário.